Perdido em Marte: Livro vs Filme

Já adianto que não me aprofundarei na comparação entre as mídias. Primeiro porque não quero ser mimimizenta e segundo porque não gosto de dar spoiler, como sempre ressalto nesse tipo post.

Quarta-feira, dia 07/10, fui ao cinema assistir o tão aguardado filme Perdido em Marte. Eu li o livro entre o final de fevereiro e o começo de março e fiz um post no blog dando mais detalhes (então se quiser saber do que se trata a história, clique aqui. Não vou contar novamente para não ficar repetitivo). Por ter lido a obra original antes foi impossível não criar aquela expectativa acompanhada pelo medo do que viria pela frente.

Começando pelo ótimo elenco: Matt Damon como o protagonista Mark Watney, Jessica Chastain como Melissa Lewis, Kate Mara como Johanssen, Jeff Daniels como Teddy Sanders e Sean Bean como Mitch Henderson que dessa vez não morreu. Eu sou do tipo de pessoa que quando lê consegue criar um filme na cabeça, com imagens, cores e faces. Pois Matt Damon e Jeff Daniels parecem terem sido selecionados a partir da imagem que criei na minha mente para os respectivos personagens. Além disso, o cenário de Marte é muito semelhante ao que imaginei. O HAB, a localização de vários equipamentos, a direção para Ares 4... Exceto pelo interior do HAB e as partes mais montanhosas, tudo batia com meu mundinho perfeito. O que me fez ficar ainda mais confortável com a adaptação.

Modificações no roteiro sempre são esperadas. Algo que meu marido acreditava ser cortado era o diário de bordo registrado por Mark durante sua sobrevivência no planeta vermelho. O que, felizmente, foi mantido no longa. A característica mais marcante do protagonista é seu senso de humor, registrado nesses diários no período em que ficou sem comunicação com a Terra. No geral as alterações realizadas não interferiram na história. As duas grandes faltas que senti foram a piadinha que Mark faz em transmissão mundial (digitada) quando censurado por escrever um palavrão. A cena em si foi filmada, mas não tivemos visão da tela, fazendo com que meia dúzia de pessoas que leram o livro rissem, enquanto as outras não entenderam o que era tão engraçado; e a parte da tempestade que Mark enfrenta em sua viagem até o local de pouso da Ares 4, que foi bem desenvolvida no livro. Todo o restante esteve bem fiel, embora abordado de forma mais rápida para manter os eventos dentro do tempo disponível.

A trilha sonora fica por conta da coleção de músicas dos anos 70 da comandante Lewis. Foi ótimo sair um pouco daquele clima tenso que a maioria dos filmes com temas espaciais exploram com suas trilhas clichês. No mais, vale ressaltar que Ridley Scott vem mostrando novamente sua força na direção exatamente no gênero que o lançou. Após ganhar muito destaque no fim da década de 70/início de 80 com Alien e Blade Runner, e depois ter praticamente abandonado a ficção científica, ele resolveu voltar a ela nos últimos anos com Prometheus. Mesmo sendo um divisor de opiniões, o filme conseguiu chamar bastante atenção, e agora com Perdido em Marte o diretor mostra que mesmo beirando os 80 anos ainda tem um bom trabalho pra mostrar.



Um comentário:

  1. Baa que eu não li o livro ainda, mas irei :D Achei o filme muito bom, não excepcional, mas valeu a pena mesmo assistir, tantas referências bacanas que eu não sei se credito o Scott, maravilhoso, ou ao autor do livro rs

    Muito bom seu ponto *.*
    xoxo

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